Este blogue constitui um espaço de partilha e de divulgação das atividades desenvolvidas no âmbito da Biblioteca Escolar e do Plano Nacional de Leitura (PNL) nos estabelecimentos do 1º Ciclo e do Pré-Escolar do Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano de Santarém.
segunda-feira, 16 de março de 2015
sábado, 14 de março de 2015
Palavras do Mundo na Arca do Tesouro
Os alunos ouviram, atentamente, a história e encheram de palavras (as suas palavras de bem-querer) as caixinhas (os seus pequenos tesouros) que a professora bibliotecária lhes ofereceu. Nas salas do Pré-Escolar os alunos também se deliciaram com a leitura do conto. Enfeitaram a caixa que a professora bibliotecária lhes levou e colocaram, na mesma, todas as palavras de que gostam construindo, assim, a sua arquinha do tesouro.
Palavras do Mundo e A Arca do Tesouro

No âmbito da Semana da Leitura e, partindo do tema
“Palavras do Mundo”, a professora
bibliotecária convidou os alunos do 1º ciclo a visitarem a BE para lhes ler o
conto “A Arca do Tesouro” de Alice Vieira. O seu conto deslumbrante fala-nos,
essencialmente, da tirania imposta pelos relógios, da falta de tempo que temos
para dedicar uns aos outros e da importância da palavra ou da sua ausência. É a
história de Maria e da sua caixinha azul, sabiamente, contada pela autora;
"Foi
a avó que lhe deu essa caixa.
Num
dia em que ela tinha chorado a tarde inteira. Porque na véspera o pai tinha
chegado a casa muito tarde e, quando Maria correra a sentar-se no seu colo, ele
dissera, com uma terrível voz de inverno:
"Já
estás muito crescida para colo"
e
quase a enxotara como se enxota um gato que nos aborrece.
O
gato que Maria está sempre a pedir.
"Era
só o que faltava nesta casa...", resmunga ele.
Então
a avó passou-lhe para as mãos uma caixa redonda com uma tampa azul (azul, como
o céu quando o mau tempo abranda) e disse-lhe:
"É
a tua arca do tesouro"
"Maria
olhou para dentro da caixa, mas não viu tesouro nenhum. Nem tesouro nem outra
coisa qualquer. Nada de nada. A caixa estava completamente vazia...
-
Aqui não há tesouro nenhum...- murmurou ela.
A
avó deu uma grande gargalhada.
(A
avó nunca tinha voz de inverno)
-
Claro que não! O tesouro és tu que o vais pôr aí dentro!
Maria
não estava a entender nada.
Que
tesouro?
E
onde ia ela agora descobrir um tesouro?
E
quanto custava um tesouro?
A
mãe estava sempre a dizer que não havia dinheiro para nada e que por isso é que
o pai chegava a casa cada vez mais tarde...
Então
a avó explicou-lhe que há muitos tesouros mesmo, mesmo à nossa beira, só que
nós é que não damos por eles..."
quarta-feira, 11 de março de 2015
terça-feira, 10 de março de 2015
domingo, 8 de março de 2015
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