quinta-feira, 19 de março de 2015

Renascer em Poesia

Multas Poéticas

     No dia 17 de março alguns alunos da EB de S. Domingos, com a ajuda da professora bibliotecária, multaram os seus professores por não lerem poesia. A multa teria de ser paga no dia seguinte aquando da atividade "Renascer em Poesia". A professora Céu pagou a sua multa lendo o poema que constava do auto de notificação conforme o solicitado. Uma pequena brincadeira que agradou a alunos e professores. 






sábado, 14 de março de 2015

Semana da Leitura - Atividades de dia 16 de março


Palavras do Mundo na Arca do Tesouro

          Os alunos ouviram, atentamente, a história e encheram de palavras (as suas palavras de bem-querer) as caixinhas (os seus pequenos tesouros) que a professora bibliotecária lhes ofereceu. Nas salas do Pré-Escolar os alunos também se deliciaram com a leitura do conto. Enfeitaram a caixa que a professora bibliotecária lhes levou e colocaram, na mesma, todas as palavras de que gostam construindo, assim, a sua arquinha do tesouro.


 

Álbum de Fotos da Semana da Leitura

 .

Palavras do Mundo e A Arca do Tesouro



      No âmbito da Semana da Leitura e, partindo do tema “Palavras do Mundo”, a professora bibliotecária convidou os alunos do 1º ciclo a visitarem a BE para lhes ler o conto “A Arca do Tesouro” de Alice Vieira. O seu conto deslumbrante fala-nos, essencialmente, da tirania imposta pelos relógios, da falta de tempo que temos para dedicar uns aos outros e da importância da palavra ou da sua ausência. É a história de Maria e da sua caixinha azul, sabiamente, contada pela autora;


"Foi a avó que lhe deu essa caixa.
Num dia em que ela tinha chorado a tarde inteira. Porque na véspera o pai tinha chegado a casa muito tarde e, quando Maria correra a sentar-se no seu colo, ele dissera, com uma terrível voz de inverno:
"Já estás muito crescida para colo"
e quase a enxotara como se enxota um gato que nos aborrece.
O gato que Maria está sempre a pedir.
"Era só o que faltava nesta casa...", resmunga ele.

Então a avó passou-lhe para as mãos uma caixa redonda com uma tampa azul (azul, como o céu quando o mau tempo abranda) e disse-lhe:
"É a tua arca do tesouro"

"Maria olhou para dentro da caixa, mas não viu tesouro nenhum. Nem tesouro nem outra coisa qualquer. Nada de nada. A caixa estava completamente vazia...
- Aqui não há tesouro nenhum...- murmurou ela.
A avó deu uma grande gargalhada.
(A avó nunca tinha voz de inverno)
- Claro que não! O tesouro és tu que o vais pôr aí dentro!

Maria não estava a entender nada.
Que tesouro?
E onde ia ela agora descobrir um tesouro?
E quanto custava um tesouro?
A mãe estava sempre a dizer que não havia dinheiro para nada e que por isso é que o pai chegava a casa cada vez mais tarde...



Então a avó explicou-lhe que há muitos tesouros mesmo, mesmo à nossa beira, só que nós é que não damos por eles..."